A história da Guiné-Bissau pode ser rastreada até antes de sua descoberta, mas ainda não é clara, e isso se deve em grande parte à falta de pesquisas arqueológicas. Os primeiros habitantes da área foram os Felupes ou Diolas, os Manyakos, os Mankanhas, os Balantas, os Pals e os Naru. Um dos primeiros influenciadores da Guiné foi o Império do Mali, que foi fundado no século XIII e se desenvolveu do interior à costa da África Ocidental. Gabão é um dos reinos do Gabão, que se expandiu ao seu status de império e influenciou politicamente as áreas que fazem fronteira com o Senegal, Gâmbia e Guiné-Conacri. Devido às suas condições geográficas costeiras, ao tráfico de escravos e à influência portuguesa desde meados do século XV, a Guiné-Bissau também estabeleceu laços com Cabo Verde. Os portugueses chegaram à área em 1446 e estabeleceram-se em pequenas áreas arrendadas a vários reinos, mas designaram-na como o rio Guiné em Cabo Verde. Durante três séculos, a área foi uma colônia da Guiné Portuguesa.
Em 1951, a Guiné-Bissau mudou de estatuto e tornou-se uma província ultramarina de Portugal. Em 1956, o intelectual guineense Amílcar Cabral (Amílcar Cabral) e cinco outros apoiantes fundaram o Partido Independente Africano da Guiné e Cabo Verde no exílio em Conacri. Em 1963, face à teimosia de Portugal para a independência, com o apoio de outros países, o PAIGC lançou uma luta armada de guerrilha para acabar com o colonialismo português.
Em 1973, os guerrilheiros do PAIGC consolidaram o seu domínio sobre a região, mas no mesmo ano, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri e substituído pelo seu irmão Luís de Almeida Cabral.
A independência foi declarada unilateralmente em 24 de setembro de 1973, com o advento da Revolução dos Cravos em Portugal (1974). Em 10 de setembro de 1974, a Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa na África a reconhecer a independência e constituiu a República da Guiné-Bissau.
A Guiné-Bissau é rica em gastronomia, combinando a gastronomia portuguesa com a africana. A sua cozinha tradicional caracteriza-se por um sabor forte e picante, onde o limão e a pimenta são condimentos essenciais. O arroz é o principal alimento básico da alimentação, quando cozido é denominado bianda, que se soma à máfia, que é o nome dos molhos e caldos, geralmente feitos de peixe, mariscos, frango ou carne. Chabéu e óleo de palma são as gorduras vegetais da região. Em relação aos vegetais, a baguete, a candja (quiabo) e o djagato costumam ser usados com o arroz.
Sua receita traz frutos do mar, e ostras são conhecidas como as maiores ostras do mundo. Os alimentos mais típicos da Guiné-Bissau são: Caldo de Mancala (sopa de amendoim), pudim de ferro (caldeirada, arroz e legumes). Os turistas podem experimentar a carne de macaco durante a viagem. Vamos então conferir alguns preparos da Giné Bissau?
Caldo de Macarra
Ingredientes
frango
cebola
limão
250 gr. de mancarra (amendoim)
3 tomates maduros
1 dl de água
Sal
piri-piri
Preparação
Limpe o frango e corte aos bocados.
Tempere com sal piri-piri e cebola às rodelas.
Leve ao lume brando, com um pouco de água, para cozer (até ficar quase sem molho).
À parte, pise o amendoim num almofariz, o mais fino possível.
Misture os tomates até fazer uma pasta.
Deite então a água quente e mexa até desfazer bem.
Passe por um passador de rede, e adicione o caldo ao frango.
Ferva um pouco mais para apurar.
Ao retirar do lume, regue com sumo de limão
Pitche-Patche de Ostras
Ingredientes
1 dl de óleo de amendoim
1 kg de ostras
3 tomates médios maduros
70 grs de arroz carolino
2 dentes de alho
1 limão
1 cebola grande
sal q.b.
piripiri q.b.
Preparação
Em primeiro lugar põe-se o arroz de molho em água fria durante 15 minutos.
Retira-se da água e põe-se num pano de cozinha e com o rolo da massa ou uma garrafa pisa-se para o partir.
Leve um tacho ao lume com o óleo, a cebola e dentes de alho picados. Junte o tomate limpo de peles e sementes a refogar.
Assim que a cebola amolecer junta-se o arroz partido e refoga-se mais um pouco.
Adiciona-se água suficiente para o caldo (+- 1 litro e meio de água) e a água das ostras coada por um pano fino, que antecipadamente abriu com uma faca própria.
Deixe levantar fervura e misture as ostras.
Depois das ostras cozidas retire o tacho do lume e regue com sumo de limão.
Sirva quente.
Fontes: https://pt.wikipedia.org/ http://viajeguinebissau.blogspot.com/ https://www.gastronomias.com.pt/
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